#jesuisperaCR7. A pilosidade facial de Cristiano Ronaldo é louvável, o rendimento da seleção é que não

Pela pilosidade facial se conhece o carácter do homem português, quero acreditar. Mas, seguindo a mesma lógica, tenho mais dificuldades em levantar a questão análoga: pela pilosidade facial se conhece o goleador? Digamos que sim, e falemos da face “remodelada” que Cristiano Ronaldo apresentou hoje, antes do jogo da selecção com Marrocos em concreto. Falemos de pelos e barbichas tipo bode.

O português, admitamos, já havia dado pistas que estava a deixar crescer a pera, nos festejos do primeiro golo frente à Espanha, na sexta-feira passada. Mas ninguém ousaria afirmar: CR7 faz aposta com Quaresma e acrescenta pilosidade ao rosto, para complicar a vida aos futuros escultores insulares de bustos. Eis a manchete do Correio da Manhã na quinta-feira.

Quando Ronaldo se apresentou hoje diante de Marrocos já com uma boa porção de pelos dourados no queixo, não deixou de causar a uma certa perplexidade a todos os que se preparavam para assistir ao encontro. Não que os portugueses tenham problemas com pelos na face, nada disso, não tivéssemos nós uma história rica de jogadores de futebol com barba rija, mas porque, terminado o encontro e tendo Portugal ganho por 1-0, há pouco mais a reter do que aconteceu em campo durante 90 minutos tortuosos, do que os pelos no queixo do melhor jogador do mundo.

Nota: é preciso coragem da parte de CR7 para deixar tal espécie invasora prosperar na sua cara. #jesuisperaCR7

Falemos, então, um pouco do jogo em concreto. O encontro foi enfadonho e mais confuso que a movimentada praça Jemaa el-Fna, em Marraquexe, num dia de semana; a única coisa que safará as televisões quando tiverem de fazer o resumo do jogo esta noite, muito provavelmente, será o cabeceamento aos quatro minutos de Cristiano Ronaldo.

Os marroquinos, com ganas de vencer depois do desastre frente ao Irão, trouxeram parte do deserto do Saara às costas, montaram um oásis junto à baliza de Rui Patrício. Gonçalo Guedes e Bernardo Silva acusaram o “calor”,  voltaram a desiludir, principalmente o primeiro.

Se Portugal tivesse perdido frente a Marrocos ninguém estaria, neste momento, propriamente surpreso, pelo menos não tanto como se CR7 deixasse crescer a barba para todos os jogos do mundial e acabasse a jogar a final com tranças na barbicha. Isso sim seria épico.

Por Bernardo Branco, o comentador desportivo de serviço

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: